OMULÚ / OBALUWAYÊ

omolu

Fiel depositário do nosso corpo quando dele se desprende o espírito, este Orixá da Terra é quem nos guarda até que sejamos chamados pelo nosso verdadeiro Senhor, o Criador, após purificamos nossa alma dos vícios terrenos que muitas vezes nos atrasam em milênios na caminhada rumo a Ele.

Em todas as culturas, os povos têm o seu campo santo, o seu cemitério, como um lugar sagrado. É ali que são devolvidos os corpos já sem vida, ao Doador da Vida.

Todos os campos santos são respeitados como lugares sagrados que não devem ser profanados.

Todas as civilizações cultuam seus mortos. Nas civilizações já extintas os arqueólogos e historiadores encontram muito que estudar nestes “campos santos”.

Isso sempre ocorreu porque o cemitério representa o ponto de transição do espírito quando este deixa a matéria.

É por isto que os egípcios e muitos outros povos do passado cuidavam dos seus mortos com tanto zelo. Eles conheciam os mistérios que envolvem a passagem do plano material ao plano espiritual.

Foi esse zelo em relação aos seus “mortos” que permitiu que hoje nós pudéssemos conhecer um pouco mais sobre o seu passado, através dos seus túmulos. Neles estão registradas muito mais coisas a respeito do passado que em qualquer outro lugar, e somente não foram totalmente destruídos por um capricho do tempo, que os preservou. Assim, informações importantes do passado da humanidade chegaram ao nosso conhecimento através dos campos santos e seus túmulos.

Se alguém achar enterrada uma arma ou uma panela, saberemos para que servem.

Mas, para conhecermos um povo, os seus sentimentos, sua religião, sua alma, precisamos saber como se relacionavam com seus mortos.

Muitas civilizações do passado desapareceram por completo por não terem, como os egípcios, monumentos aos mortos que nos mostrassem um pouco do seu modo de ser.

No Egito, a religião buscava zelar pela alma dos que partiam, como nenhum outro povo o fizera até então.

Talvez não diga tudo sobre seu modo de ser e pensar, mas o pouco que conhecemos já nos dá uma noção do seu conhecimento em relação à passagem de um plano para outro.

Seu respeito em relação ao corpo sem vida e à alma é revelador do seu conhecimento a respeito dos mistérios sagrados.

Todos os povos tiveram, e tem, o seu campo santo, o seu cemitério.

Podemos olhar um índio que não teve contato com a “civilização” ou um africano, ou um polinésio, ou um aborígene de qualquer lugar do passado como sendo inculto por não saber ler ou escrever. Mas não podemos nos igualar ao conhecimento que eles possuíam em relação à vida no seu lado espiritual ou sobrenatural.

Os mistérios sagrados, como uma chuva do Saber Divino, se abriram para todos os povos ao mesmo tempo, e em todos os lugares.

Os orientais têm o hábito de alimentar seus ancestrais, cultuando seus mortos. Este é um culto baseado num dos mistérios sagrados: o mistério que revela que há uma vida após a morte. Os mortos merecem o nosso respeito e devem ser lembrados com amor, pois é o nosso amor e respeito para com eles que os auxilia na sua caminhada rumo ao Criador.

Omolú, do seu ponto de forças no Campo Santo, coordena todas as almas, não importa como. O que importa é que ele tem um campo de ação muito grande como Senhor das Almas. É ele que mantém os espíritos nos cemitérios após o desencarne, se assim a Lei ordenar.

Também é o Senhor regente daquilo que nós, criados numa cultura cristã, chamamos de purgatório, ou umbral.

As regiões escuras do astral negativo do Campo Santo também estão sob sua regência.

Ali todos os orixás têm seus sub-pontos de força. Lá está Yansã D’Balê, Ogum Megê, Xangô da Terra, Oxossi com seus caboclos das almas, assim como a maior linha de trabalhos espirituais, a linha dos pretos velhos, regidos por Obaluayê.

Nos outros rituais ou religiões, são sempre espíritos amadurecidos que trabalham no recebimento das almas e na sua acomodação nos devidos planos vibratórios. Mas todos são regidos por uma das forças do Criador: Omolú, o Senhor do Ponto de Força do Campo Santo.

Em outras religiões o seu nome muda, mas ele sempre é o mesmo. Para auxiliá-lo, ele tem à sua direita Ogum Megê, que é o Guardião das Passagens, e à sua esquerda, o Exu Guardião das 7 Porteiras. No cruzeiro, tem à sua direita Ogum Megê, e à sua esquerda Yansã D’Balê.

Não é possível negar aquilo que os videntes nos transmitem. Ele existe e é atuante. É uma força do mundo astral e, como tal, tem o seu campo de ação muito bem definido.

Quem diz conhecer os mistérios da morte não pode desconhecer o Senhor Omolú, chefe de todos os executores da Lei dentro da Linha das Almas. Ele é o verdadeiro executor das almas que, por vários motivos, caíram, e que têm que purgar os seus erros no astral inferior.

Também é ele quem recolhe o espírito daqueles que, quando em carne, ofenderam o Criador, e que caíram nos planos sem retorno. Dentro da Linha das Almas, seu poder é imenso.

Os espíritos que, após deixarem o corpo, se recusam a seguir esta Lei Maior, apenas se atrasam já que, ou voltam aos lares ou lugares em que moravam, perturbando os parentes ainda na carne ou ficam vagando sem rumo no Tempo.

Aqueles que se submetem à Lei encontram o seu lugar no astral, e não mais interferem na vida dos que ficaram neste plano. Os que se resignaram com o seu estado recebem, no devido tempo, o amparo das falanges ou correntes espirituais que agem sob o comando do Senhor do Campo Santo.

Muitos espíritos que desrespeitam o Criador são aprisionados pelos executores do carma no Campo Santo. Transformam-se em escravos de sua própria ignorância em relação aos mistérios sagrados.

A sétima linha da magia é dele. Aqueles que trabalham com magia não o desconhecem, mesmo que sob outro nome. O importante é que toda a magia envolvendo os mortos está em seu reino, o ponto de força dos cemitérios.

Quando alguém vai a um cemitério e acende uma vela para um amigo ou parente que morreu, está fazendo um ato de magia. Quando leva flores também, porque a alma colhe a essência daquilo que está sendo oferecido.

Estes são atos mágicos, porque é tudo o que ofertamos ou retiramos do mundo astral.Quantos não vão pedir o auxílio das almas para solucionarem os seus problemas, tanto de ordem material, quanto espiritual? E isto em todos os rituais. Não há exceção. Todos fazem isto. Cada um ao seu modo, mas todos fazem!

Não há pecado em pedir auxílio para um fim nobre, porque isso pode servir para despertar o espírito encarnado para o mundo maior. Mas existem aqueles que vão ao cemitério para prejudicar os semelhantes. A estes devemos lembrar que um dia sentirão o peso da Lei, podendo Ter suas almas aprisionadas aos planos inferiores dos cemitérios.

As entidades que nos revelam algo destas regiões dizem que são, juntamente com os lodaçais, as regiões mais sufocantes onde os espíritos devedores purgam tudo o que devem da forma mais horrível que há.

Os que ganham dinheiro usando Seu santo nome, um dia irão conhecer quem é o Senhor Omolú. É ele quem cuida dos que caíram e ficaram para trás, até que o Pai Eterno lhes seja generoso, e venha resgatá-los das Trevas para uma nova oportunidade evolutiva.

O criador não esquece de suas criaturas! Apenas as confina um pouco para que, através da dor e do sofrimento, possam olhá-Lo com mais respeito e amor, mas não com temor.Os orixás que são cultuados, tanto na Umbanda como no Candomblé, ou no Ritual Africano Puro, são os guardiões dos pontos de força da Natureza.

A essência é sempre a mesma, o que muda são os nomes ou as formas.

A atribuição de um orixá é encontrada nos deuses gregos, nos anjos judaico cristãos, ou no Brasil pré-colonial.

Não importa onde você esteja vivendo, lá existe um Senhor dos Mortos, lá está Omolú!

 
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